Política
Thiago Bomfim quer oxigenar a OAB em Alagoas
Advogado há quase dez anos, que serão completados em agosto, o advogado Thiago Rodrigues de Pontes Bomfim, 34, foi lançado este mês na disputa pelos votos de seus colegas de profissão, para tentar suceder o atual presidente da Seccional Alagoana da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/AL), Omar Coelho. Com atuação mais discreta do que as dos seus adversários, Welton Roberto e Marcelo Brabo, Bomfim trabalha desde 2002 nas áreas do Direito Público, Constitucional, Administrativo, Eleitoral e Trabalhista. E tem sido alvo de críticas pela sua juventude e ?inexperiência?. Nesta entrevista à Gazeta, ele expõe suas ideias e os propósitos do projeto da candidatura à eleição da OAB, prevista para o próximo mês de novembro. E revela que tem conquistado o apoio de ex-dirigentes da OAB, que decidiram apostar em sua juventude. Gazeta. Como surgiu a ideia de ser candidato a presidente da OAB? Thiago Bomfim. Esta ideia é fruto de uma deliberação do grupo bastante numeroso do qual eu faço parte, com vários advogados que fizeram parte das outras gestões. Sou advogado em tempo integral, desde 2002. Fui picado pela mosca da advocacia e não pretendo me curar deste vício de lutar pela democracia, pela Constituição e pelos poderes constituídos. Como o senhor avalia a gestão atual, do advogado Omar Coelho? As gestões do presidente Omar Coelho foram gestões que conseguiram grandes avanços e conquistas para a advocacia, principalmente no campo de vista social. A OAB, em que pese ser uma entidade de classe, também tem algumas bandeiras junto à sociedade. E, neste aspecto, a gestão do presidente Omar foi uma boa gestão. Ela conseguiu dar uma visibilidade ainda maior e prestigiar a categoria. Entretanto, a gente entende que, por mais que a OAB tenha se portado razoavelmente bem do ponto de vista social, das bandeiras democráticas e da defesa dos interesses da sociedade, ela acaba negligenciando a sua função principal, que é a de ser uma entidade de classe. Então, no que diz respeito à defesa das prerrogativas dos advogados e das bandeiras que deveriam ser levantadas em prol da advocacia, nós entendemos que houve um certo negligenciamento, no que diz respeito a esses assuntos.