Política
Toninho Lins diz que sofre persegui��o pol�tica
Depois de um mês na prisão, o prefeito afastado de Rio Largo, Toninho Lins (PSB), fala pela primeira vez sobre a denúncia de corrupção formalizada contra ele pelo Ministério Público Estadual. ?Estou até nervoso para essa entrevista?, disse o prefeito assim que recebeu a Gazeta, no fim da tarde da última quarta-feira, no escritório de advocacia que cuida de sua defesa, no bairro do Farol, em Maceió. De fato, no começo da conversa, Toninho Lins parecia tenso, com voz baixa, mas logo depois passou a falar com tranquilidade sobre as acusações ? e atribuiu a um grupo de Rio Largo a origem da trama que o atormenta nos últimos tempos. Segundo a ação de improbidade administrativa movida pelo MP, houve pagamento de propina e desvio de recursos na operação que desapropriou uma área da Usina Utinga Leão. Em seguida, o terreno foi vendido para uma empresa do ramo imobiliário para construção de casas populares. Para ele, o grupo que se autodenomina Movimento de Combate à Corrupção e à Violência ? autor das denúncias levadas ao MP ? age movido por interesses políticos. Sua primeira e mais forte evidência sobre isso são nomeações: todos os denunciantes ganharam cargos de primeiro escalão na prefeitura. A vice-prefeita Fátima Correia (PSD), no cargo após o afastamento de Toninho pela Justiça, alojou os membros do Movimento em sua gestão.