Política
Ibama explica restri��es ao Estaleiro Eisa
Enquanto a bancada federal de Alagoas se articula, junto com o governador Teotonio Vilela Filho (PSDB), para pressionar a Presidência da República e o Ministério do Meio Ambiente e conseguir as licenças ambientais necessárias para instalação do Estaleiro Eisa em Coruripe ? uma promessa de quase três anos ?, a direção nacional do Ibama publicou, quinta-feira, em sua página oficial na internet, esclarecimentos sobre o laudo divulgado no último dia 21 que impossibilitou o empreendimento do grupo Sinergy, orçado em R$ 1,5 bilhão. No site, o Ibama reconhece a importância socioeconômica do projeto, mas afirma que o local escolhido é impróprio, já que uma grande área de mangue seria devastada. No dia 3, o órgão federal enviou ofício ao grupo empresarial, cobrando ?soluções tecnológicas de locais alternativos? para abrigar o estaleiro. ?O Ibama entende que o empreendimento traz benefícios socioeconômicos para o município de Coruripe e para o Estado de Alagoas, não sendo contrário à sua instalação no município, mas, sim, à alternativa locacional atualmente proposta nos documentos analisados?, diz trecho da nota oficial. O documento também explica por que o Ibama negou a licença.?Denominada no estudo de ?Alternativa 5A?, mais da metade da área proposta (55,4%) para instalação do empreendimento encontra-se em Área de Preservação Permanente (APP), área de mangue, ecossistema fundamental para inúmeras espécies, inclusive, de valor comercial. A área eleita pelo empreendedor demandaria expressiva supressão de vegetação de mangue, que somente poderia ser autorizada no caso de inexistência de alternativa locacional, conforme o Código Florestal (Lei nº. 12.651/2012)?.