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Conselheiro diz que secret�rio sabia de tortura

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O presidente do Conselho Estadual de Direitos Humanos, advogado Everaldo Patriota, afirmou ontem, durante reunião do Conselho Estadual de Segurança (Conseg), que houve, sim, tortura do preso acusado de matar o policial civil Anderson Lima. Integrante do Tático Integrado Grupo de Resgates Especiais (Tigre), o policial foi morto em 2009, durante assalto a uma agência da Caixa Econômica Federal na capital, alvejado com um tiro na nuca por um dos criminosos, vestido com a farda da Polícia Militar de Alagoas. Com base no depoimento de um preso, o Ministério Público Estadual (MPE) denunciou a tortura e apontou os delegados Paulo Cerqueira ? atual diretor-geral da Polícia Civil ? e Ana Luiza Nogueira ? diretora da Deic ? como responsáveis. O juiz Hélder Loureiro, da 2ª Vara Criminal da Capital, aceitou a denúncia. ?Houve, sim, a tortura. Só não posso me referir à autoria. Isso deve ser apurado?, afirmou Patriota, chegando a colocar seu sigilo telefônico à disposição para que os fatos que revela agora sejam comprovados. Ele contou que, na noite em que o denunciante foi preso, estava reunido com um grupo de 20 advogados na Barraca Pirata, na orla da Praia de Ponta Verde, depois de fazer campanha como candidato a presidente da OAB/AL, quando recebeu um telefonema de um advogado que se identificou como dr. Luizinho. ?Ele reclamava de impedimentos para ver seu cliente e pedia nossa interferência. Eu mesmo ouvi os xingamentos proferidos contra o colega advogado, que estava na Deic junto com a mãe do preso?, revela Everaldo Patriota. No relato que fez aos conselheiros, pedindo que o Conseg cobrisse a apuração da denúncia de tortura, Patriota disse que telefonou para o então secretário de Defesa Social, Paulo Rubim, e ouviu dele a confirmação da violência que o preso sofrera.

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