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Política

Soci�logo que teve casa invadida processar� Estado

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Sociólogo, Carlos Martins diz que não vai se calar. Ontem, na tribuna da Câmara de Vereadores, ele contou com detalhes como foi humilhado pela Polícia Civil na sexta-feira passada, dentro da própria residência. Ativista do movimento negro e estudante de mestrado na Universidade Federal de Alagoas (Ufal), Carlos foi algemado e, na área de serviço, obrigado a ficar por quase uma hora sentado com o rosto voltado para a parede, enquanto policiais do Tigre reviravam sua casa. Ele foi confundido com bandido ? e a leitura errada do endereço no mandado de busca e apreensão promoveu a invasão policial em seu lar. O sociólogo vai processar o Estado e exige pedido formal de desculpa do governador. Quando ergueu o cadeado arrombado que agora carrega como símbolo mais recente de sua luta, Carlos Martins chorou no plenário. ?A corrente arrebentada era o símbolo da liberdade negra. Agora, este cadeado quebrado nos mostra que vivemos num Estado de milícia?, disse, enquanto relatava os momentos de medo proporcionados pela polícia de Alagoas. Ele se preparava para ir à Ufal quando percebeu barulho intenso de helicópteros. Viu que sobrevoavam baixinho, ao redor de sua casa. Bateram no portão; era a polícia. Carlos se aproximou, disse que pegaria a chave do cadeado quando recebeu ordem para deitar no chão com a mão na cabeça. O portão foi arrombado. Era perto das 14h e os policiais queriam prender ladrões de um banco assaltado naquela manhã.

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