Política
EMPRESAS INVESTEM POUCO NA SEGURAN�A DOS TRABALHADORES
Em Arapiraca, operários de um residencial pararam reivindicando reajuste e um shopping teve a obra embargada. Dois operários foram soterrados num acidente. Saíram feridos, mas sobreviveram. Em Maceió, a construtora que ergue um shopping na Cruz das Almas desde março também foi forçada a negociar com os trabalhadores. A cor barrenta da água disponível para matar a sede dos 600 operários fez todo mundo suspender o serviço. Foram dois dias de greve e uma lista de reivindicações chegou à mesa do Ministério Público do Trabalho. A obra foi retomada na quinta-feira passada mas, na próxima quarta-feira, um Termo de Ajuste de Conduta será assinado pela construtora. Algumas melhorias já foram garantidas: a água será mais bem tratada, o vale refeição vai passar de R$ 60 para R$ 100, as horas de trabalho não vão passar das 44 previstas na legislação. Morador da Garça Torta, Givaldo Santos acha que a inquietação valeu a pena. Ele tem 32 anos, desde os 13 faz bico na construção, mas há três anos está sempre empregado. Muda só de obra. Era um condomínio, agora é o shopping. Givaldo sabe que a economia sopra a favor do setor. Mas diz que para o trabalhador, os ganhos não estão vindo na mesma velocidade. CS