Política
MANDATO DE SEIS ANOS � OP��O � REELEI��O - ARTIGO
A cada processo eleitoral, o tema reeleição volta à discussão, tendo em vista alguns casos de gestões desastrosas de vários governantes ? tanto no campo federal como no estadual ou municipal ? em seus segundos mandatos. A meu ver, o mal não está no instituto da reeleição em si, mas na performance daqueles em que a maioria dos eleitores acreditou que, tendo um primeiro mandato considerado bom em realizações e conquistas econômicas e sociais, poderiam, ou deveriam, ter uma oportunidade para dar continuidade a sua bem avaliada gestão, mas que fracassam por vários motivos ? acomodação, alianças mal construídas, mudanças e/ou crises na macroeconomia etc. Remeto a discussão ao fator tempo de mandato, pois, por ter participado de gestões públicas, tenho a convicção de que quatro anos são insuficientes para que se consiga bons resultados. O processo politico-administrativo vigente no País nos impõe eleições a cada dois anos, ou seja, o governante tem o primeiro ano voltado à arrumação da casa para ajustar sua equipe ao plano de governo adotado e dar rumos necessários ao desenvolvimento, e ainda cuidar de consertar o que considera danos deixados pelo governo anterior ? mesmo que tenha sido do seu mesmo campo político-partidário. No segundo ano vem o tumulto das eleições, cujo processo, via legislação eleitoral, provoca impedimentos legais a determinadas ações. No terceiro ano, a corrida para executar a maioria das ações planejadas ? caso consiga vencer a pesada burocracia ? com vistas a não acumulá-las para o quarto ano, pois neste estará o governante diretamente envolvido e ?no olho do furacão? das eleições. Logo, ou se deve admitir a necessidade de mais um mandato sucessivo, ou, caso contrário, dever-se-á, ao meu ver, aumentar os mandatos para seis anos, sem direito à reeleição ao seu término. Desse modo, se poderá possibilitar o tempo necessário à execução do plano de governo, credenciando-se assim, ao partido e seus coligados, almejarem continuar no comando do governo. ?A reeleição é necessária porque confere maior liberdade ao cidadão para escolher quem julgar mais apto a administrar o Estado?