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‘O PSOL N�O PODE SERVIR S� A MEIA D�ZIA DE PESSOAS’

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O Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) vive uma guerra, mas poderia estar em festa, na opinião do presidente do PSOL em Maceió, Alexandre Fleming. Professor de História, Fleming diz que o motivo da festa seria o desempenho do partido junto ao maceioense na última eleição, que colocou sua candidatura a prefeito na 5ª colocação, com 20.561 votos, elegeu novamente a fundadora da legenda e ex-senadora, Heloísa Helena, como a mais votada da capital, com 19.216 votos. Presidente o PSOL em Maceió, Fleming diz que o outro motivo de alegria foi transformado em problema por setores da sigla: a eleição do professor da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) Guilherme Soares, com 3.265 votos, que deverá ocupar a segunda vaga do PSOL na Câmara de Maceió. O Diretório Municipal do PSOL, sob a influência do presidente estadual da legenda, Mário Agra, afastou Soares do partido, no dia 19, após o recebimento de denúncias do suposto envolvimento do vereador eleito na compra de votos. Sem provas em mãos, Agra já admitiu à Gazeta que influencia a articulação para a expulsão de Soares do PSOL, porque Fleming ?demorou a agir contra o problema?. Nesta entrevista, Fleming indica que os objetivos de setores do partido são outros. Gazeta. Como o senhor avalia o resultado da última eleição na capital? Alexandre Fleming. Este é o resultado político e eleitoral mais expressivo da história do PSOL na cidade de Maceió. A candidatura majoritária [para prefeito] atingiu a maior votação da história, com dois mil votos a mais que os [18.520] obtidos para governador [por Agra], em 2010. Atingimos um eleitorado bastante qualificado. E na eleição proporcional voltamos a eleger a vereadora mais votada e a fazer um segundo vereador, dando um salto em nosso coeficiente eleitoral. Como o senhor administra esta crise, com denúncias de crimes eleitorais contra Guilherme Soares? Existem inúmeras colocações a respeito de, como pode, um professor universitário, neófito na política, chegar no PSOL e atingir três mil votos. Isso gerou uma boataria muito grande. Mas, até o momento, não existem provas. Quando a boataria apareceu, levei todos os dados dos 37 candidatos do partido para a Justiça Eleitoral e para a Polícia Federal. Acho que a gente não deve fazer prejulgamentos. Se há dúvidas, o partido deve saber porque surgiram esses boatos. Não estou dizendo que o Guilherme é culpado ou que é alguém que o partido não deva ter um cuidado. A gente não tem nada a esconder, mas não deve ser feita a exposição pública que foi feita, irresponsavelmente. Há interferência de Mário Agra no PSOL de Maceió? Isso é óbvio. E a gente lamenta muito. Até agora toda a demanda do caso está no Diretório Municipal. E o presidente estadual vem atropelando os processos. Inclusive, acho de uma desonestidade grande dizer que defender a ampla defesa seja uma demonstração de apoio a supostos crimes eleitorais. Não vou ficar catando quem tem a prova para me apresentar. E é isso que está acontecendo. Aprovaram uma nota pública expondo a situação, durante a campanha, com o nome do rapaz, sem que houvesse nada de contundente na ata. Quero é proteger o PSOL e seu estatuto. Não podemos cometer os mesmos erros que cometemos com o Ricardo Barbosa, quando foi feito um processo meramente político. Houve erros do Ricardo. Mas a Justiça Eleitoral deu o mandato ao Ricardo, por sete a zero.

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