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PARCERIA P�BLICO X PRIVADO: UM DESAFIO PARA O SETOR CULTURAL

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Essa semana, houve um burburinho no meio cultural da nossa cidade. O Centro Cultural e de Exposições Ruth Cardoso (Centro de Convenções) estaria sendo privatizado. Ao longo desses anos, a produção cultural em nosso Estado vai de mal a pior, ?passando o chapéu? pra sobreviver. Falta de interesse político e de ações concretas, como Leis de Incentivo à Cultura, causou um enorme prejuízo ao setor, e como dizem, quem para, recua no tempo. Agora temos essa situação de privatização do Centro de Convenções. Será mesmo o caminho? Passar um patrimônio público para rede privada? Será interesse ou falta de competência administrativa do setor público? Pois, dependendo, mesmo privatizado, o Centro de Convenções continuará sendo bastante complicado se apresentar, por exemplo, no Teatro Gustavo Leite, sem nenhuma estrutura básica de funcionamento, além de caríssimo. O que sei é que devemos somar e não subtrair. Esse é o momento da classe artística fazer valer uma discussão sobre o assunto. O estranho é que não houve o chamado do meio pra informar o que será, de fato, mudado no Centro de Convenções. Fomentar a discussão sobre investimento cultural no País e fazer um diagnóstico cultural da situação das parcerias público X privado, no momento em que diversos segmentos artísticos se mobilizam em prol da formulação de novas políticas culturais, e o Ministério da Cultura se mostra aberto a reavaliar o investimento público, parece ser um caminho certo ao desenvolvimento do setor. Não há dúvidas de que a Lei Rouanet ajudou muito à cultura, os números mostram isso. Foram, nos últimos quatro anos, mais de R$ 3 bilhões em investimentos. Mas é preciso aprimorar a responsabilidade dos setores públicos e privados. As leis de incentivo devem ser complementos e não financiamentos integrais. O gestor precisa ter um profundo conhecimento do seu mercado e dos benefícios buscados por seus diversos segmentos. Somente esse conhecimento será capaz de alimentar o empreendedorismo e a liderança necessários para o exercício de sua tarefa. A cultura é feita essencialmente pelos agentes privados. O Estado não produz cultura, não realiza, não é criador nem é agente produtivo. Portanto, o que de melhor se poderia fazer do ponto de vista do Estado seria a criação de condições para que a iniciativa empreendedora, que vem essencialmente do setor privado, possa trabalhar e se desenvolver. Dessa perspectiva, a sociedade deve fazer esforços para que o Estado mantenha-se no papel de estimulador, criador e garantidor de ambientes institucionais colaborativos. Não muito mais que isso. ?Qual a segurança que trará uma gestão privada, para os eventos já pré-agendados e negociados? Como ficam eventos importantes??

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