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Delegados e fiscais cobram acordo de Vilela

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Os dirigentes do Sindicato do Fisco de Alagoas (Sindifisco) e da Associação dos Delegados de Polícia de Alagoas (Adepol) se dizem ?surpresos? e ?espantados? com o veto do governador Teotonio Vilela Filho (PSDB) contra o reajuste de 7% no salário dele próprio e dos secretários estaduais. O caso repercutiu na sessão de terça-feira da Assembleia Legislativa (ALE), quando os deputados demostraram irritação com a decisão de Vilela. As duas categorias ? delegados e fiscais de renda ? também seriam beneficiadas com o projeto de lei que prevê o reajuste, já quem elas têm o teto salarial atrelado ao vencimento do governador. A Adepol e o Sindifisco têm a mesma conclusão sobre o caso: o governador quebrou um acordo selado com os profissionais ? o mesmo tom dos discursos dos deputados na ALE. O impasse começou a se instalar em maio do ano passado, quando o governo concedeu um reajuste salarial de 7% para todos os servidores estaduais. O problema é que alguns delegados e fiscais de renda não conseguiram receber o aumento, já que o valor para eles ultrapassava o teto salarial, calculado com base no subsídio do governador do Estado. Como o reajuste de 7% não foi aplicado por Vilela ao próprio salário dele, esses profissionais também ficaram sem o aumento nos vencimentos ? e é essa diferença que o Sindifisco e a Adepol tentam agora recuperar.

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