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Mapa pol�tico de Alagoas n�o apresenta muitas mudan�as para o pr�ximo ano

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O mapa político de Alagoas praticamente não apresenta mudanças para o próximo ano. Todas as regiões do Estado estarão representadas na Assembléia Legislativa Estadual (ALE), a partir de janeiro de 2003, apesar de nove deputados que já estavam na bancada terem perdido a eleição ou não terem concorrido às eleições de seis de outubro. Com a saída desses parlamentares, no entanto, outros irão substituí-los, sem deixar maiores lacunas nas regiões a que pertencem. São exemplos os deputados Júnior Leão (PL), Marcelino Alexandre (PTB) e Rogério Teófilo (PFL) que não mais farão parte da bancada estadual, a partir do próximo ano ? o primeiro porque não se reelegeu, o segundo desistiu de concorrer ao pleito e o último porque foi eleito deputado federal. Eles são representantes do Agreste, da região de Arapiraca, mas serão substituídos por Dudu Albuquerque (PTdoB), Zé Pedro da Aravel (PSDB) e Alves Correia (PSB), os recém-eleitos daquela região, além dos já ?veteranos? da ALE, Antônio Albuquerque (PTB), Gilvan Barros (PL), Gervásio Raimundo (PTB) e Fernando Duarte (PTB), que também representam o Agreste, compreendendo municípios como Limoeiro de Anadia, Palmeira dos Índios, entre outros circunvizinhos. Do Sertão (alto e médio), os representantes também somam um bom número na ALE para o próximo ano. O Alto Sertão, porém, perdeu uma vaga, já que o deputado Antônio Carlos Rezende, o Cacalo (PTB) não foi reeleito porque se candidatou ao cargo de vice-governador, na chapa do ex-presidente Fernando Collor de Mello. Diante dessa baixa, permanecem como representantes do Alto Sertão os deputados Celso Luiz (PL), de Mata Grande, e Ziane Costa (PTB), de Delmiro Gouveia, além de Isnaldo Bulhões (PL), de Santana do Ipanema; Cícero Ferro (PTB), de Minador do Negrão; e Marcos Ferreira (PSB), de Santana do Ipanema, todos já do chamado médio sertão alagoano. ?É importante que todo o Estado esteja representado na ALE. É preciso, no entanto, que esses deputados lutem por suas respectivas regiões, mas sem esquecer o todo?, considerou a deputada Lucila Toledo (PTB), que pertence à Zona da Mata e não foi reeleita. Mas a região não ficará sem representante no Legislativo Estadual, já que o recém-eleito Nelito Gomes de Barros (PFL) surge no poder, representando o município de União dos Palmares, além de Sérgio Toledo (PSB). Francisco Tenório (PPS) também pertence àquela região, mas tem influência em Maceió. Lideranças ?A lacuna está no Litoral Norte, que não possui nenhum representante das lideranças nativas. Há somente lideranças de outras regiões que estão ocupando esta lacuna?, salientou o deputado Paulão (PT). Lembrando que a deputada Fátima Cordeiro (PTB), daquela região, não foi reeleita. ?No Sertão e no Agreste temos vários representantes. Porém, a região do Baixo São Francisco, que estava sem representante, ganhou a representação do deputado Adalberto Cavalcante (Prona)?, destacou Paulão, acrescentando que a renovação percentual na ALE foi alta, em relação aos outros Estados, mas em relação ao perfil ideológico continua do mesmo jeito. ?O perfil continua conservador (centro-direita). A ALE já foi mais avançada?, completou. Paulão representa a região de Maceió, ao lado de Cícero Amélio (PPS) e Temóteo Correia (PTB), além dos novatos Cícero Almeida (PDT), Maria José Viana (PSB), Arthur Lira (PTB), Marcos Barbosa (PTdoB), Cabo Luiz Pedro (PSB) e Gilberto Gonçalves (PMN). Este último de Rio Largo, compreendendo a Grande Maceió. Já o litoral sul do Estado conta com a representação dos deputados Francisco Carvalho, o Chicão (PSDB) e João Beltrão (PSL), ambos reeleitos. ?Todos os candidatos podem brigar por seus municípios, já que estão bem representados. Essa renovação foi muito boa, pois o parlamento tem de ser mesmo renovado?, considerou o deputado Délio Almeida (PTB), representante da capital alagoana, que não conseguiu a reeleição.

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