Política
EMPRESA � ID�NEA, DIZ LUNA
Em entrevista à Gazeta, na última sexta-feira, o superintendente Geral de Administração Penitenciária de Alagoas, coronel Carlos Luna, defendeu a idoneidade da Verdi Construções e disse que desde 2009 o governo do Estado trabalha para firmar contratos com a empresa. Segundo ele, o Ministério da Justiça paralisou o envio de recursos federais com objetivo de incluir no Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices da Construção Civil (Sinapi), o material que a construtora gaúcha utiliza, já que se trata de itens incomuns no mercado da construção civil, especificamente na construção de penitenciárias. ?Em 2008, surgiram denúncias de que o presídio de Itajaí, em Santa Catarina, apresentava paredes com espessuras em desconformidade com as previstas no projeto. Como se tratava de recursos federais, a Polícia Federal foi acionada para fazer o laudo. O Ministério Público Federal recebeu o inquérito, ouviu a empresa e decidiu pela improcedência da denúncia. E a informação que eu tenho é que no mês passado, a Justiça Federal concordou com o parecer do Ministério Público e o processo foi arquivado?, afirmou o coronel Luna. ?Com o lançamento do programa do governo federal no ano passado, o Departamento Penitenciário Nacional recebeu um grande número de projetos para a construção de presídios modulares. Mas para liberar recursos, é preciso tomar como referência a tabela de presos que consta no Sinapi. Mas como os componentes de construção usados pela Verdi são diferentes dos utilizados pelas outras construtoras, muitos itens não constam na lista. Para fazer esta inclusão, a Universidade Federal do Rio Grande do Sul foi contratada. Ela ficou de avaliar os materiais, como fibra de prolipropileno, e definir um custo para que conste no sistema e, a partir daí, possibilitar as comparações?, explicou o superintendente.