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Nº 5758
Política

TSE quer acabar com voto impresso, diz Jobim

Brasília – O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Nelson Jobim, fez ontem uma avaliação do processo de votação em todo o País. De acordo com ele, os maiores problemas foram detectados nos locais onde se testou a urna eletrônica com o

Por | Edição do dia 29/10/2002 - Matéria atualizada em 29/10/2002 às 00h00

Brasília – O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Nelson Jobim, fez ontem uma avaliação do processo de votação em todo o País. De acordo com ele, os maiores problemas foram detectados nos locais onde se testou a urna eletrônica com o voto impresso, como Sergipe e Distrito Federal. Das 3.011 urnas que tiveram de ser substituídas, 890 possuíam o dispositivo e apenas 87 não. Do total, 295 passaram para votação manual sendo que, destas, 208 tinham o voto impresso. Em função dos problemas apresentados com a impressão, Jobim afirmou que irá recomendar ao Congresso Nacional que o sistema de dispositivo impresso seja revogado. “O voto impresso não agrega nada em segurança, pelo contrário, cria problemas”, justificou. Outra falha identificada pelo TSE e que deve ser motivo de alteração para o próximo pleito é a quantidade de eleitores em cada seção. Ele ressaltou que o ideal é que haja, no máximo, 350. Mas, em muitos estados, este número chegou a 500. “Achamos que é necessário um redirecionamento das seções eleitorais. Quando isso não for possível, o ideal é que se implemente um terminal secundário, que permita um maior número de urnas por seção”, considerou Jobim. Apesar das dificuldades, Jobim considerou que “as eleições foram extraordinariamente bem sucedidas. Ele também descartou qualquer hipótese de desconfiança da lisura do processo. Sobre o fato de alguns candidatos derrotados estarem duvidando do resultado, ele comentou: “O processo eletrônico de votação gera uma situação curiosa. Quando a apuração era pelo voto manual, o que demorava até dez dias, ia se construindo a vitória e a derrota neste período. Já na votação eletrônica, a morte é súbita. Não há tempo para a pessoa assimilar a derrota”. Diplomação O presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva, será diplomado pelo TSE apenas depois de prestar as contas de sua campanha ao TSE. O presidente do tribunal, ministro Nelson Jobim, estima que a diplomação ocorrerá entre o final de novembro e o início de dezembro. O prazo para a Justiça Eleitoral expedir o diploma que garantirá a posse de Lula em 1º de janeiro vence no dia 19 de dezembro. Em uma entrevista bem mais descontraída do que no primeiro turno, Nelson Jobim avaliou que o processo eleitoral foi extremamente bem sucedido, apesar do desconforto enfrentado por muitos eleitores, no primeiro turno, com as imensas filas que se formaram. Ele disse que o problema decorreu da superlotação de seções de votação e da dificuldade enfrentada por eleitores para votar em seis cargos, sendo dois senadores. Jobim contou que, após o primeiro turno, conversou com cerca de 400 parlamentares eleitos e com alguns governadores. No domingo, ligou para os governadores eleitos do Paraná, Roberto Requião, de Santa Catarina, Luiz Henrique da Silveira, e do Rio Grande do Sul, Germano Rigotto, todos do PMDB, ex-partido do presidente do TSE.

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