Política
ALE pressiona por mais recursos
A justificativa oficial para não ter havido quórum na sessão da tarde de ontem da Assembleia Legislativa Estadual (ALE) foi de que o relatório da Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2013 não estava pronto para ser apreciado pelos deputados. Um acordo de lideranças decidiu que somente haverá a votação amanhã. Mas o real motivo do adiamento seria a pressão do Legislativo para que o Executivo libere quase R$ 12 milhões de suplementação financeira de que a ALE depende para fechar as contas e pagar o 13º de seus servidores. A informação foi revelada à Gazeta por alguns deputados, que alertaram à reportagem sobre a existência de uma ?queda de braço? entre o Legislativo e o Executivo, para agilizar tal liberação. Após conferir a inexistência de quórum, o presidente da ALE, Fernando Toledo (PSDB), informou que a Comissão de Orçamento disse à Mesa que somente amanhã o relatório da LOA estaria pronto. O relator da LOA, Jota Cavalcante (PDT), nega a estratégia política de pressão. Mas deputados revelaram à Gazeta que o governo do Estado está sendo pressionado a adiantar uma das 12 parcelas do próximo duodécimo de R$ 143 milhões, ainda não aprovado para o ano 2013. Segundo um dos parlamentares que preferiram não se identificar, não há chances de o governo ignorar a pressão, porque haveria emendas que engessariam o Executivo sendo apresentadas.