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Collor adianta que � candidato � reelei��o

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O senador Fernando Collor de Mello (PTB) tomou café da manhã ontem com a imprensa, num hotel na Ponta Verde, para prestar contas das suas ações no Congresso Nacional. Entre outros temas, ele voltou a defender o parlamentarismo, falou sobre o requerimento de sua autoria que viabilizou este ano no Brasil a Conferência das Nações Unidas Rio+20, opinou sobre o julgamento do mensalão ? cujas condenações classificou como ?duras? ? e respondeu a perguntas sobre a política em Alagoas. O senador confirmou a intenção de disputar a reeleição em 2014, criticou o governo estadual e prometeu fortalecer a oposição no Estado a partir de janeiro, quando deve iniciar a construção de uma agenda com os partidos aliados, os mesmos da base de apoio da presidente Dilma Rousseff, que em Alagoas caminharam juntos na última eleição. O senador cobrou transparência do governador Teotonio Vilela Filho (PSDB) e o responsabilizou pelo avanço da violência e pela precariedade da educação no Estado. Fernando Collor iniciou o bate-papo com os jornalistas relembrando sua recente trajetória política que, após a renúncia de 1992, o levou, de novo, à capital federal, desta vez eleito pelos alagoanos. ?Depois de uma campanha de 28 dias, fui eleito senador. Voltar ao Congresso Nacional, a mesma Casa que me tirou da Presidência, foi emblemático; foi para mim como fechar um ciclo?, contou o senador, dizendo que tem os olhos voltados para o Brasil, mas sem nunca perder Alagoas de vista. ?No Senado, tive a oportunidade de retomar os contatos com a classe política de Alagoas, muitos prefeitos eu não conhecia. Também pude lutar para viabilizar obras importantes, como a retomada do Canal do Sertão?. Collor elogiou o governo Lula ? ?foi um governo excepcional. Não há outro termo para defini-lo? ? e criticou o procurador geral da República, Roberto Gurgel, que pediu a prisão dos condenados no julgamento do mensalão às vésperas do recesso do Poder Judiciário. ?É um jogo feio?, considera.

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