Política
Prefeituras enganam empresas
Há situações como a investigada num município do Sertão de Alagoas, em que a matriz da fraude foi outra: os autores clonaram informações de empresas regularmente constituídas e sem pendências legais. Dessas empresas, os fraudadores utilizaram o CNPJ (Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica ? o equivalente ao CPF da pessoa física) ou a inscrição estadual, um número que tem a mesma função, só que para o fisco dos Estados e municípios. De posse dessas informações, passaram a emitir notas fiscais frias. Mas no meio do caminho estava o Ministério Público Estadual, por meio do Gecoc, que começou a investigar. ?Os prefeitos trocavam papel por dinheiro, literalmente?, resume um dos responsáveis pela investigação ? que, por força do trabalho, pede sigilo da identidade. FRAUDE REQUINTADA Essas notas passavam por ?quentes? porque as informações mais importantes que esses documentos contêm ? o CNPJ e a inscrição estadual ? correspondiam a empresas de verdade, regularmente constituídas e em atividade; e não a firmas fantasmas, como é comum em fraudes dessa natureza.