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PREFEITOS ENCONTRAM ‘CAOS’ NOS MUNIC�PIOS

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Para muitos prefeitos eleitos, a alegria da vitória nas urnas dura pouco; logo é trocada pela dor de cabeça, mais precisamente quando começa a transição de governo. Em todo o Brasil, 73% dos municípios têm novo gestor desde o dia 1º de janeiro. O índice de renovação foi o maior da história, do ano 2000 para cá, quando a reeleição foi autorizada no País. Das 5.565 cidades brasileiras, mais de quatro mil estão, agora, nas mãos de novatos ou de ex-prefeitos que estavam afastados da administração pública. O problema é que fechar as contas e passar a chave do cofre para o sucessor nem sempre é tarefa harmoniosa. Está nos anais da história política de Alagoas um episódio que virou folclore. Em 1950, o pacato jornalista Arnon de Mello derrotou Silvestre Péricles e tomou dele o poder. Com fama de violento, o ex-governador se recusou a entregar o governo e no dia da posse do comunicador usou de meios nada civilizados: mandou servidores sujarem de fezes os móveis, escadarias e paredes do Palácio dos Martírios, a residência oficial, deixando expressa a animosidade da política que praticava. Uma transição tranquila e diplomática era inimaginável naqueles tempos. Hoje, muita coisa mudou ? mas não tudo. Do dia da eleição, 7 de outubro de 2012, até os últimos dias do ano, o noticiário alagoano registrou uma série de dificuldades no processo de transição recém encerrado, não só no interior do Estado, mas também na capital. Após o resultado do pleito, coisas estranhas começaram a acontecer e a virar notícia: em algumas cidades, a coleta de lixo foi suspensa; professores tiveram que protestar para receber seus salários; entidades sindicais salvaram da fome servidores municipais com doação de cestas básicas; sumiram documentos, ambulâncias, ar condicionado e até prefeito desapareceu do mapa. Em Maceió, a ex-secretária de Finanças e a atual trocaram farpas. Motivo: ?dados truncados?.

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