Política
UFAL TEM SAL�RIOS DE QUASE R$ 30 MIL
Mais de 32 mil pessoas vivem lá. 3.438 são trabalhadores. O resto é estudante. Gente fora da sala de aula é minoria. Nesta cidade, não há quem ganhe salário mínimo. Quem ganha menos recebe mais de R$ 1 mil pelo serviço que presta. Quase 500 funcionários recebem mais de R$ 10 mil todo mês. A saúde pública está em primeiro lugar. Os médicos são os mais bem pagos. Tem remuneração que chega perto de R$ 30 mil. Professor vem logo atrás. E não é só. Tem motorista, vigilante e cozinheiro ganhando entre R$ 4 mil e R$ 6 mil. Esta cidade não é invenção; é real e fica em Alagoas. Trata-se da Cidade Universitária. A população citada é vinculada à Universidade Federal de Alagoas (Ufal). Graças à Lei 12.527, conhecida como Lei de Acesso à Informação, sancionada pela Presidência da República em novembro de 2011, em vigor desde maio do ano passado, é possível qualquer cidadão conhecer detalhes da realidade financeira dos órgãos públicos. Na maioria dos casos, o quadro de pessoal é o que mais consome dinheiro. Na Ufal, segundo a última execução orçamentária divulgada no próprio site da instituição, referente a 2010, R$ 314.422.938 foram aplicados em salários. O valor representa 81,17% do orçamento. Mas para ter acesso à ficha cadastral de cada funcionário e visualizar quanto o povo brasileiro paga pelo serviço público não é tão simples. A Gazeta recorreu ao Portal da Transparência da Presidência da República e consultou mais de três mil cadastros, um a um.