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PT tenta desvincular imagem de oposi��o

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Brasília ? Para vencer a eleição presidencial, o PT teve de quebrar tabus e assumir um discurso light. Caiu no gosto da população. Agora, depois da primeira semana de agitação no Congresso com o fim da disputa eleitoral, os petistas se vêem diante de um novo obstáculo. Precisarão convencer seus filiados e parlamentares de que já faz parte do passado aquele histórico papel do PT na Câmara e no Senado: o de ser oposição. No tumulto das negociações para aprovação da proposta orçamentária de 2003, ficou exposto o tamanho desse desafio. Enquanto o deputado e senador eleito Paulo Paim (PT-RS) empunhava sua histórica bandeira e articulava para elevar o salário mínimo para R$ 250, o líder do partido na Câmara, João Paulo Cunha (SP), assumia a roupagem dos neogovernistas pregando cautela na definição do reajuste. João Paulo não foi ouvido pelo companheiro do Rio Grande do Sul. Paim avisou a todos que insistirá na aprovação do mínimo de R$ 250. Foi mais ousado que tucanos e pefelistas, os neo-opositores que querem aumentar o salário para R$ 240. ?Tenho posição histórica a respeito da defesa do mínimo e não abrirei mão?. Se o partido exigir que ele recue, o senador eleito avisou: não o atenderá. ?ê uma questão de princípio, não abro mão de princípios.? Paim diz ainda que está muito feliz por ver que PSDB, PFL, PMDB e PPB, que sempre o impediram de aprovar suas propostas de reajuste do mínimo acima da inflação, estarem agora do seu lado. ?Nos últimos 16 anos lutei sozinho aqui. Agora, eles admitem que eu tinha razão e querem aumento maior do mínimo.

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