Política
Economia solid�ria � resist�ncia dos exclu�dos
O coordenador do Núcleo Unitrabalho da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), César Candeias, explicou que a proposta do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva de implantar a ?economia solidária? é um movimento que nasceu desde o princípio do sistema capitalista, em meados do século XVIII. ?É um movimento que tenta acabar com o fosso existente entre a economia formal e as políticas sociais?, salienta César. ?É forma de resistência dos excluídos para garantirem sua sobrevivência dentro da economia formal?. César confirma a comprovação de estudos indicando que os avanços tecnológicos e a macroeconomia vêm contribuindo ainda mais para a própria estrutura de desemprego. ?Tornou-se comum, hoje, em cada família ter uma ou mais pessoas desempregadas?, ressalta. Com a economia solidária, acrescenta, que o se tenta é encontrar brechas para incluir ?esses excluídos? no sistema da economia capitalista. Ele enfatizou a necessidade de se repensar o modelo econômico existente atualmente, e a universidade tem dado respostas nesse aspecto. ?Hoje, por causa do exército de desempregados existente no País, há um ceticismo em relação à capacidade de a política gerar trabalho?. César reforça que é preciso repensar a política econômica com a finalidade de incluir aqueles que não estão tendo acesso ao mercado de trabalho. Ele destaca a importância das iniciativas de cooperativismo e associativismo, desde que com a garantia de todos os direitos sociais do trabalho, como a Carteira de Trabalho. Para César, criar empregos e outras formas de geração de renda para os excluídos é uma saída para resolver alguns problemas sociais que atingem o País, a exemplo da violência. ?Todos os fenômenos sociais estão interligados?, define. ?A possibilidade de geração de renda vai resultar num trabalho de prevenção contra a violência e a própria desestruturação da sociedade?.