Política
Collor aponta falhas na sa�de em AL
A situação da saúde pública em Alagoas foi tema do discurso do senador Fernando Collor (PTB), na tarde de ontem, no Senado Federal. Ele usou dados do Sindicato dos Médicos (Sinmed) e do Conselho Regional de Medicina de Alagoas (Cremal), que mostram o fechamento de unidades de saúde e as deficiências estruturais e de pessoal. Collor definiu o quadro como caótico e criticou a ?inoperância?, a ?letargia? e a ?falta de compromisso? do governo do Estado com o setor. Segundo o senador, desde a carência de unidades, leitos e equipamentos, até as condições de trabalho, baixos salários e insuficiência de profissionais, tudo tem contribuido para colocar o atendimento médico-hospitalar do Estado ?na UTI?. Ele destacou que a população já não tem a quem recorrer. ?Para se ter uma ideia, dados do Conselho Regional de Medicina de Alagoas mostram que hoje, 45 hospitais públicos estão fechados no interior de Alagoas, e as duas principais unidades de emergência vivem superlotadas?. O senador citou textualmente uma declaração do Cremal, segundo a qual, ?é notório que não existe uma política voltada para a saúde, como concursos para o Sistema Único de Saúde para áreas mais remotas e plano de cargos e carreira?, e abriu aspas, também, para a manifestação do Sindicato dos Médicos de Alagoas, que diz o seguinte: ?A saúde pública do Estado de Alagoas é a pior do Brasil e a inércia do governador faz os números negativos crescerem dia após dia. Sem exagero, a situação é de completa miséria?.