Política
Vereadores criticam descaso na sa�de na capital
Nem o debate do Orçamento nem a polêmica sobre o duodécimo tiveram tanto eco na Câmara Municipal de Maceió como o caos e a greve na saúde. Os vereadores se revezaram em pronunciamentos inflamados em defesa do ?povo sofrido? que depende da rede pública de saúde, lamentaram a morte da dona de casa Edlene da Conceição Silva, discordaram ao apontar os culpados, mas não deliberaram nada que pudesse reverter o quadro crônico ou sequer servir de anestésico para o paciente terminal em que se transformou o SUS em Alagoas. O tema provocou até um desabafo pessoal da vereadora Silvânia Barbosa (PPS), que comparou a crise e a morte da usuária do SUS de 37 anos a um problema que enfrentou com o seu plano de saúde particular. ?Se a saúde pública está dessa maneira, imagine o que acontece com os planos. Eu estava com enxaqueca e fui mal atendida num hospital, disseram que eu teria que pagar para tomar um soro e uma injeção. Eu achei infame. Só não armei um barraco porque estava com mal-estar, uma ânsia de vômito muito grande?. Tamanha indignação da vereadora foi considerada inoportuna ou mesmo sem noção por cidadãos presentes à sessão, já que os problemas enfrentados no SUS são bem maiores que uma indisposição ou cefaleia. De todo modo, a assessoria de Silvânia informou que a revolta dela com o atendimento particular não é de hoje, pois já tinha até mudado seu plano da Unimed para a Golden Cross. ?E se eu não estivesse com a minha bolsa [para pagar pelo remédio]??, indagou a vereadora do PPS.