Política
Palocci diz que impostos ser�o mantidos no in�cio do governo
Brasília ? O brasileiro não pagará menos imposto no início do governo Luiz Inácio Lula da Silva. ?É muito difícil que num primeiro momento haja uma redução de carga tributária?, disse ontem o coordenador da equipe de transição, Antônio Palocci, após reunir-se com o secretário da Receita Federal, Everardo Maciel, que foi designado como interlocutor da nova equipe de governo no Ministério da Fazenda. O que significa que o PT vai mesmo estender para 2003 a alíquota de 27,5% do Imposto de Renda da Pessoa Física. ?Isso se deseja ao longo de muitos anos, mas num primeiro momento um novo governo fazer uma redução de carga tributária é uma situação muito difícil, tendo em vista o nível do ajuste que é preciso praticar no próximo período?, afirmou Palocci. Na conversa, ficou acertado que manterão uma linha direta de comunicação, sem intermediários. No primeiro encontro, ontem, eles trataram principalmente do Orçamento de 2003. ?É preciso ser realista. Temos alguns problemas de perda de arrecadação do Orçamento deste ano para o próximo, mas acredito que isso vá se resolver?, disse o coordenador. Ainda nesta semana, as duas equipes de governo deverão chegar a um entendimento sobre um dos principais problemas orçamentários do ano que vem, a redução da alíquota do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) dos atuais 27,5% para 25% a partir de 1º de janeiro de 2003. O alívio para o contribuinte de classe média representará R$ 2 bilhões a menos na arrecadação do ano que vem, por isso a tendência é que a alíquota mais alta seja mantida. ?Essa (manter a alíquota adicional) é uma possibilidade real, se não tiver outra fonte que possa substituir essa receita?, admitiu Palocci.