Política
Visita de Lula ao Rio paralisa principais avenidas da cidade
Rio ? A visita do presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva, ao Rio de Janeiro paralisou uma das principais avenidas da cidade. Lula estava no prédio em que mora o advogado Evandro Lins e Silva, na av. Nossa Senhora de Copacabana. Enquanto visitava o jurista, cerca de trezentas se reuniram na porta do edifício na tentativa de cumprimentar o novo presidente. Os moradores dos prédios vizinhos fizeram uma chuva de papel picado em homenagem a Lula e os eleitores disputavam autógrafos do presidente. O Rio de Janeiro foi o Estado em que Lula foi mais votado. No meio da confusão, uma das eleitoras pedia espaço para beijar Lula aos gritos. ?É hoje, só! Quando ele virar presidente não vai mais poder ficar tão perto da gente?, disse Jorgete Vieira da Silva. Entre os que disputavam a atenção do presidente eleito estava Clóvis Bornay, personagem famoso do Carnaval carioca. Lula disse que a visita teve como objetivo ?um agradecimento histórico? a personalidades como os juristas Evandro Lins e Silva e Raymundo Faoro, os economistas Celso Furtado e Maria da Conceição Tavares, o ex-líder comunista Apolônio de Carvalho, um dos fundadores do PT, e a viúva do intelectual Sérgio Buarque de Hollanda, Maria Amélia. Articulador Lula transformou-se no principal articulador político de seu governo na fase de transição. Ele vai procurar os dirigentes de todos os partidos, entre eles o deputado José Aníbal (SP), presidente do PSDB, o senador Jorge Bornhausen (SC), presidente do PFL, para propor um pacto pela governabilidade. O presidente eleito não deverá convidá-los formalmente a participar de seu governo, pelo menos em cargos de primeiro escalão. Mas poderá preservar nos segundo e terceiro escalões quadros técnicos pertecentes aos partidos que, pelo menos teoricamente, serão oposição a partir de janeiro.