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Fundo de Combate � Pobreza � “caixa-preta” em Alagoas

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Os indicadores sociais de Alagoas continuam os piores do Brasil. Na última pesquisa Síntese dos Indicadores Sociais, do IBGE, divulgada no final do ano passado, os números mostram melhorias no Brasil, mas a permanência da pobreza no Estado. Aqui, durante 2011, cerca de 80% dos alagoanos enfrentaram algum tipo de carência, seja na área da educação, habitação, seguridade social ou dificuldade de acesso aos serviços básicos, como saúde. O mesmo índice, no Brasil, foi de 58,4%. Quando a carência social é destrinchada, a situação de Alagoas revela o quanto a pobreza ameaça o desenvolvimento do Estado. Segundo a pesquisa, 64,5% dos alagoanos não têm acesso aos serviços básicos, 71,2% moram em casas sem esgotamento sanitário ou fossa séptica e num universo de 380 mil jovens, cerca de 110 mil não trabalham, nem frequentam a escola. Além disso, mais da metade da população vive abaixo da linha da pobreza. Neste cenário, o governo do Estado mantém em seu poder o Fundo Estadual de Combate e Erradicação da Pobreza, o Fecoep. Criado em 2004, ainda na gestão do ex-governador Ronaldo Lessa (PDT), ele nasceu com prazo para acabar. De acordo com a primeira redação da Lei n° 6.558, o Fecoep deveria ser extinto em 2010, mas, já no governo de Teotonio Vilela Filho (PSDB), uma alteração na legislação definiu que o fundo vai continuar arrecadando até que a situação de pobreza persista por aqui.

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