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Protesto reclama de ‘letargia’ do governo

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Centenas de trabalhadores do serviço público estadual se juntaram e foram às ruas, ontem, no primeiro ato da Jornada de Lutas em Defesa de Alagoas, movimento social criado em protesto contra deficiências nos serviços públicos no Estado. Insegurança, altos índices de criminalidade, desmonte da rede pública de ensino, falta de assistência médica e hospitalar são problemas que sindicatos e demais entidades sociais apontam. O movimento saiu da Praça Sinimbu, tomou as ruas do Centro, concentrando-se no entorno do Palácio República dos Palmares, sede do governo estadual, onde os manifestantes proferiram palavras de ordem contra o governador Teotonio Vilela Filho (PSDB). Aos gritos de ?Fora Téo?, os servidores pediram o fim da violência. Junto com eles, milhares de agricultores sem-terra cobraram apuração dos assassinatos de lideranças da luta por reforma agrária e apoio aos assentamentos rurais. Dirigentes de entidades sindicais destacaram o clima de medo e insatisfação da sociedade alagoana, diante da falta de investimentos em áreas essenciais como segurança, saúde e educação. A maior representação do funcionalismo foi trazida pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Alagoas (Sinteal), cuja direção criticou a postura intransigente do governador, que, segundo sua presidente, professora Maria Consuelo, se nega a dialogar com o funcionalismo. O movimento social tem apoio da Central Única dos Trabalhadores (CUT/AL), cuja presidente, Amélia Fernandes, reclama do que define como autoritarismo e arrogância do governo de Teotonio Vilela Filho. ?Desde o ano passado, lutamos, sem êxito, para que seja criada uma mesa de negociação com o governo. Sem resposta, decidimos ir às ruas dizer do sofrimento da população de Alagoas, vitimada pela total ausência do poder público em áreas essenciais como segurança pública, saúde e educação?, disse Amélia Fernandes.

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