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Política

Lula diz que ganhar elei��o foi f�cil, “o dif�cil vir� agora”

São Paulo – O presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fez um discurso no final do primeiro encontro do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, que discute

Por | Edição do dia 08/11/2002 - Matéria atualizada em 08/11/2002 às 00h00

São Paulo – O presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fez um discurso no final do primeiro encontro do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, que discute a proposta de um pacto social, e reconheceu que os trabalhos “começam do zero”. “Ganhar a eleição não foi difícil, o difícil virá agora”, disse Lula, referindo-se ao futuro governo petista. “Vamos ver como a proposta de pacto funciona em outros países. Vamos ver se é preciso reunir 200, 60 ou 70 pessoas. A nossa sociedade é mais complexa do que a sociedade de outros países”, afirmou Lula, que considera que os problemas que o Brasil enfrenta são mais “políticos do que econômicos”. “Nós não podemos errar”, disse Lula em outro momento do discurso, em frase parecida à dita logo após a vitória no 2º turno – na ocasião, afirmara que ele (Lula) não podia errar. Durante o encontro, o presidente eleito sentou-se no centro de uma mesa e ficou ao lado do vice da chapa petista, o senador José Alencar (PL), o senador eleito Aloizio Mercadante, o presidente nacional do PT José Dirceu, a mulher, Marisa, o coordenador da equipe de transição, Antônio Palocci, e o secretário-geral do partido, Luiz Dulci. Lula ouviu os pronunciamentos de cerca de cem pessoas convidadas para a primeira reunião do futuro Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, cuja função é “costurar” o pacto social para o governo petista. Ele justificou o encontro afirmando que as pessoas muitas vezes tentam resolver os seus problemas particulares, “mas esquecem dos problemas da sociedade”. O presidente eleito aproveitou o discurso para explicar as decisões da cúpula do PT sobre a equipe de transição. “Desistimos de montar uma comissão em conjunto com as forças políticas que nos apoiaram e decidimos formar uma equipe de técnicos, que não têm poder para tomar nenhuma decisão política”, afirmou, referindo-se à escolha dos nomes da equipe de transição. Empresários e sindicalistas não aceitam sacrifícios Empresários e sindicalistas que participam da primeira reunião para discutir o pacto social com o presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva aceitam discutir propostas que levem ao crescimento do país e à melhoria do mercado de trabalho, mas não pretendem ser submetidos a “sacrifícios” para alcançar os objetivos comuns. Os empresários Jorge Gerdau, do Grupo Gerdau, e Eugênio Staub, da Gradiente, afirmaram que a discussão do pacto não inclui o “conceito de sacrifício”. mas o de construção de um país melhor. Para Gerdau, é o momento de todos se esforçarem para que a economia brasileira volte a crescer e o mercado de trabalho melhore. “Acho que essa discussão não passa por sacrifício, mas pela construção de um país melhor. Estamos no sacrifício há 20 anos”, afirmou Eugênio Staub, argumentando que governos anteriores não discutiram o pacto social por “problema de comunicação”. Para os trabalhadores, sacrifício significa congelar salários, a volta da inflação e a manutenção das perdas salariais. O presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva, voltou até mesmo a ameaçar greve nas bases sindicais filiadas à entidade caso haja congelamento de salários e a volta da inflação. Fez ainda apelo para que o presidente eleito aumente o salário mínimo para R$ 240 já no próximo ano e promova as reformas necessárias para a retomada do crescimento.

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