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Política

“Vivemos uma crise de autoridade, de legitimidade”

Professora e pesquisadora do Instituto de Ciências Sociais da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), Ruth Vasconcelos acha que a sociedade vive uma “crise de autoridade”. “A prisão não pode ser vista como uma ‘maquinaria institucional’ eficiente para ad

Por | Edição do dia 21/04/2013 - Matéria atualizada em 21/04/2013 às 00h00

Professora e pesquisadora do Instituto de Ciências Sociais da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), Ruth Vasconcelos acha que a sociedade vive uma “crise de autoridade”. “A prisão não pode ser vista como uma ‘maquinaria institucional’ eficiente para administrar os problemas sociais decorrentes da desestruturação, da desagregação e degeneração social. Vivemos uma crise de autoridade e uma crise de legitimidade em relação às instituições sociais e políticas. A prisão não pode ser a única resposta estatal a essa crise reconhecida e vivenciada em várias esferas da sociedade”, afirma ela. “As crianças e adolescentes que estão cometendo crimes e que, de fato, estão assustando a sociedade pela crueldade com que os praticam, sem esboçar qualquer sentimento de pena, culpa, remorso ou arrependimento, estão expressando, na verdade, nesses gestos embrutecidos, os efeitos do abandono, do descuido, do desamparo, da irresponsabilidade social em relação ao processo educacional (doméstico e formal) que seria a única possibilidade de eles conquistarem um lugar no mundo”, diz.

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