Política
Servidores cobram acordos do governo
Servidores da Saúde e da Educação e militares representam mais da metade do funcionalismo de Alagoas ? ou algo em torno de 35,7 mil. ?O Estado vem desrespeitando o acordo firmado em 2010 com a categoria, que era conceder, na data-base, o INPC do ano anterior [correspondente à inflação] mais a variação da receita líquida do Estado. Essa parte da receita líquida nunca foi respeitada?, diz Cícero Lourenço, dirigente do Sindicato dos Trabalhadores em Seguridade Social (Sindprev). Apesar de originalmente representar os servidores do INSS, a entidade tem entre filiados também servidores das esferas municipal e estadual. Nesta última, estão os do HGE, Unidade de Emergência do Agreste, Maternidade Escola Santa Mônica, Hemoal, entre outros. ?Costumamos dizer que a nossa categoria reúne ?do varredor ao doutor? porque congregamos do maqueiro e motorista aos técnicos e categorias de nível superior: nutricionistas, psicólogos, médicos, dentistas. Eles são vinculados a seus órgãos de classe e da categoria profissional originais. Mas enquanto servidores públicos estaduais, quem os defende nessa parte salarial é o sindicato?, diz Lourenço. Ele contesta os dados que constam do Portal da Transparência de que os gastos com pessoal bateram mais de 47%. O índice está próximo do limite estabelecido pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).