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Testemunhas dep�em no 1� dia

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O caseiro e jardineiro Leonino Carvalho, que trabalhava na casa de praia de Paulo César Farias, foi a primeira testemunha a ser ouvida no primeiro dia de julgamento dos quatro seguranças acusados de autoria material do assassinato do empresário e de sua namorada, Suzana Marcolino, em junho de 1996. Depois dele, foi ouvido o garçom Genival da Silva França, que hoje trabalha como segurança na empresa de vigilância patrimonial pertencente ao irmão de PC, Augusto Farias. No início do depoimento, que entrou pela noite, Genival disse ter presenciado pelo menos duas vezes em que Suzana demonstrou reações motivadas por ciúme ? e que numa delas teria tentado se afogar. Mas, por pelo menos duas vezes, ouviu do promotor Marco Aurélio Gomes Mousinho, que o interrogava, reclamações por acrescentar informações que à época não tinha passado à polícia. ?Até o momento, o senhor já falou sobre duas brigas. Agora, dezessete anos depois. E na época não se lembrou disso para dizer à polícia?, manifestou-se o promotor. A acusação vai sustentar a tese de homicídio qualificado por omissão, de que os seguranças, se não cometeram os crimes eles mesmos, no mínimo se omitiram, por não tê-lo evitado ? o que era sua função. A defesa dos militares Adeildo Costa dos Santos, Josemar Faustino dos Santos, José Geraldo da Silva e Reinaldo Correia de Lima Filho sustentará a tese de homicídio seguido de suicídio: de que Suzana matou Paulo César Farias e em seguida se matou. O casal foi encontrado morto na manhã de 23 de junho daquele ano, no quarto da casa de praia do empresário, na praia de Guaxuma. Cinco dias depois ele deporia a uma comissão de inquérito que investigava pagamentos a empreiteiras.

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