Política
Peritos refor�am tese de crime passional durante julgamento
A existência de sangue nas mãos de Suzana Marcolino, mas não na arma do crime, teria explicação em aspectos técnicos da perícia criminal e da Medicina Legal. Esse foi um dos pontos mais abordados no terceiro dia do julgamento dos PMs acusados pelas mortes de Suzana e Paulo César Farias, quase que totalmente dedicado a ouvir profissionais dessas áreas e à descrição de questões como deslocamento de manchas de sangue, comportamento do corpo humano submetido a lesões por armas de fogo e a identificação dos vestígios em alguém que as manuseou. Especialistas concordaram também que as condições encontradas no quarto do casal, na casa de praia de PC Farias, no bairro de Guaxuma, apontariam para não ter havido manipulação dos corpos nem da cena do crime e são compatíveis com a versão de homicídio seguido de suicídio. Entre as seis pessoas ouvidas ontem havia peritos e médicos legistas alagoanos, além do professor da Universidade de Campinas (Unicamp) Fortunato Badan Palhares, o último a ser ouvido. Badan Palhares apresentou suas conclusões numa apresentação com data show em que exibiu as fotos de PC e Suzana mortos, na cama do casal; do laudo que ele mesmo realizou (quando examinou o revestimento da parede por onde passou a bala que matou Suzana, retirado da casa de Guaxuma e levado para seu laboratório), e do exame necroscópico, realizado no IML de Maceió, quando voltou a ser abordada a carência de estrutura do local. Com informações da Gazetaweb