Política
Militares s�o inocentados pelas mortes de PC e Suzana
Por 4 votos a 3, os jurados absolveram os PMs acusados pelas mortes de Paulo César Farias e de sua namorada, Suzana Marcolino. O veredito foi anunciado pelo juiz Maurício Brêda por volta das 21h30 dessa sexta-feira, num fórum de Maceió que tinha os demais pavimentos vazios e desertos, porque não há expediente à tarde. Em contraste com o terceiro andar, onde ficam os três salões do júri, e que contava com policiamento reforçado, câmeras de TV e refletores dentro e fora, centenas de metros de cabos espalhados pelo chão, dezenas de parentes e amigos dos réus e mais um grupo numeroso de equipes de reportagem. Mas apesar da absolvição, o corpo de jurados entendeu que houve duplo homicídio, no fim da madrugada e início da manhã daquele domingo, 23 de junho de 1996, período em que os dois teriam sido mortos. Ou seja, Suzana não se matou. Mesmo assim, decidiram pela absolvição de Adeildo Costa dos Santos, José Geraldo da Silva, Josemar Faustino dos Santos e Reinaldo Correia de Lima Filho. Segundo o juiz, trata-se do instituto da clemência, previsto em lei para todos os casos de júri popular. ?É um quesito obrigatório, ao final: depois de responder a todos os demais quesitos, os jurados são indagados se absolvem ou condenam os réus?, explicou Breda. Na prática, a decisão acolhe a tese da acusação: de que PC e Suzana foram mortos, e não a da defesa, de que ela o matou, suicidando-se logo depois.