Política
Prefeitos cobram m�dicos para PSF nos munic�pios
O presidente da Associação dos Municípios Alagoanos (AMA), Marcelo Beltrão, afirmou ontem que muitos prefeitos de Alagoas estão com dificuldades para manter as equipes do Programa Saúde da Família (PSF) em atividade no interior do Estado. ?Se uma equipe fica sem médico durante 60 dias, os recursos do governo federal são suspensos, a cidade deixa de receber a verba?, explicou, dizendo que o entrave está na contratação de médicos, que se recusam a trabalhar na zona rural, por conta do baixo salário. ?A AMA é favorável à manutenção das equipes do PSF, achamos fundamental o trabalho de prevenção na casa das pessoas, muitas vezes em lugares distantes da cidade?, faz questão de esclarecer, dizendo que tem sido procurado por prefeitos que alegam falta de recurso para garantir a cobertura do PSF nos municípios. ?Este é um problema nacional. A presidente Dilma e o Conselho Nacional de Saúde estão buscando soluções para ampliar a cobertura do PSF em todo o país?. De acordo com Marcelo Beltrão, uma das ideias é trazer médicos de Cuba, Espanha e Portugal para preencher as lacunas nas equipes do programa, em vários lugares do Brasil. ?Esta seria uma solução temporária. Em Alagoas, por exemplo, temos apenas duas faculdades de Medicina, formamos cerca de 100 ou 120 profissionais por ano, mas a minoria não se interessa em trabalhar no PSF?, afirma ele. ?Aqui, temos 1,3 médico para cada mil habitantes. No Rio, por exemplo, são 4,2?, comparou. ?Há uma defasagem de profissionais, mas o governo federal já está buscando alternativas?.