Política
Servidores da ALE amea�am decretar greve
Aparentemente intencional, o caos administrativo na Assembleia Legislativa do Estado (ALE) já é conhecido pela sociedade alagoana, que assistiu às traquinagens de ex-gestores que utilizaram a folha de pagamento do Legislativo para inspirar o romance policial ?taturânico?, já esquecido na burocracia do Judiciário. Mas o desrespeito de direitos trabalhistas dos servidores vai muito além da ?indústria da falta? que deputados irritados com cortes em seus contracheques denunciaram em plenário na semana que se encerrou. Na última quarta-feira (5), a Federação Nacional dos Servidores dos Poderes Legislativos (Fenale) encaminhou moção de repúdio ao presidente da Assembleia, Fernando Toledo (PSDB), por conta do enorme passivo trabalhista cultivado na penumbra da falta de transparência na gestão da Casa de Tavares Bastos. Enquanto Toledo exalta a implantação do Plano de Cargos e Carreira (PCC) dos servidores, e destaca como ?conquista? o pagamento de um terço de férias após 15 anos de calote, os servidores lembram que a Mesa Diretora sequer cumpre o PCC à risca. A categoria afirma que, desde a posse do deputado tucano na Presidência da ALE, há cinco anos, somente um pagamento de férias foi efetuado.