Política
Oposi��o na ALE teme uso pol�tico de recurso
A maioria do plenário da Assembleia Legislativa do Estado (ALE) aprovou ontem, em segunda discussão, a alteração na lei que autorizou o empréstimo de R$ 612 milhões junto ao Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Com isso, o governador Teotonio Vilela Filho (PSDB) já pode utilizar os recursos para quitar dívidas de outros empréstimos, em vez de ?acelerar a reversão dos péssimos indicadores sociais e erradicar a pobreza extrema?, como era o propósito inicial da operação financeira já autorizada pelo Legislativo em novembro do ano passado. Somente o deputado Judson Cabral (PT) voltou a repudiar o que chamou de ?manobra? do governo tucano, que não tem explicitado todos os detalhes do uso dos recursos de empréstimo em favor da população alagoana. O deputado Ronaldo Medeiros (PT) também votou contra a alteração. Mas não chegou a tempo de apresentar a emenda que obrigaria o Executivo a submeter à aprovação do Legislativo as operações financeiras de quitação das dívidas por meio destes recursos do BNDES, em operações que deveriam trazer vantagens para as finanças do Estado. Apesar da ausência da emenda, o líder do PT, Judson Cabral, optou por não utilizar da prerrogativa de pedir o adiamento da votação da matéria. Mas protestou e também votou contra, assim como os deputados Olavo Calheiros (PMDB) e Marquinhos Madeira (PT).