Política
� ABSURDO ETERNIZAR A ENTREGA DAS CASAS
Afirmando ter a ótica das vítimas que ainda esperam por suas casas, o vice-governador José Thomaz Nonô (DEM) deve celebrar o que chama de avanços do Programa da Reconstrução, em entrevista coletiva anunciada para esta terça-feira (18). As ações que coordena desde 2011, segundo Nonô, superaram ?exigências burocráticas alucinantes?. E apesar de condenar falhas como a ocorrida na obra da escola de Santana do Mundaú, ressalta que superou ?em cinco vezes? o desempenho do Estado de Pernambuco. E avançou mais que outros estados que tiveram tragédias parecidas. ?Estamos há três anos da enchente. Mas não há três anos das obras da Reconstrução. Pessoas perderam documentos, que a Caixa exige; terrenos demoraram para ser desapropriados e até encontrados, como em Santana do Mundaú, onde a péssima topografia resultou no encarecimento da obra. Os cadastros foram uma tragédia, principalmente em municípios com instabilidade política, como Mundaú, Rio Largo e Laje. Temos 2.549 cadastros em análise pela Caixa. E as invasões foi um fator terrível na demora da entrega das casas, porque a judicialização impediu a entrega de conjuntos inteiros, como o Nova Esperança, em União dos Palmares, por exemplo?, argumentou. O vice de Teotonio Vilela Filho admite que o Estado poderia ter assumido a desapropriação de terrenos para as obras. Mas nega que a ação agilizaria as obras. ?Não acho que há lentidão do processo. Não havia como fazer melhor. Foi um ritmo bastante razoável, dentro das dificuldades que o problema apresenta. São as dificuldades normais. Santa Catarina levou quatro aninhos. Pernambuco só entregou mil e poucas. E o Rio de Janeiro nenhuma, em três anos. Minha meta é completar a entrega de 10 mil casas esta semana e todas até dezembro. Também acho absurdo eternizar essa entrega?, disse Nonô. DS ?