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TRAG�DIA FAZ TR�S ANOS SEM SOLU��O PARA AS FAM�LIAS ATINGIDAS

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Dificuldades sempre fizeram parte do dia a dia de grande parte da população de Alagoas. Na próxima terça-feira (18), três anos terão se passado desde que uma furiosa enxurrada arrastou pontes, ruas, casas, as árvores e os sonhos erguidos nos leitos dos rios Mundaú e Paraíba, em 19 municípios de Alagoas. A tragédia atingiu quase 70 mil pessoas, que, literalmente, perderam o chão sob seus pés, mais a vida de familiares e vizinhos. Neste intervalo, a liberação de R$ 1,2 bilhão para ser investido na recuperação da vida dos alagoanos atingidos não foi suficiente para evitar que a dignidade de grande maioria dessas vítimas fosse sufocada. Muita gente que perdeu tudo do quase nada acumulado em anos de trabalho não foi beneficiada pelo chamado aluguel social, quando o poder público financia o aluguel de moradias temporárias. E quem não conseguiu ser acolhido em casas de familiares, viveu em barracas, onde suportou o frio de dois invernos e resistiu ao calor que oscilou entre 42° C e 60° C no interior dos abrigos, durante dois verões. Até que no Natal de 2011, conjuntos inacabados foram entregues parcialmente, para dar fim à situação infernal de promiscuidade e insegurança da vida nas barracas e nos abrigos coletivos. Esta entrega das primeiras casas aconteceu quatro meses depois de o Jornal Nacional comparar a situação com a de campos de refugiados de países em guerra civil. Era véspera do Natal de 2011, um ano e meio depois das enchentes, quando as primeiras 1.500 casas foram entregues, após a formalização de um acordo entre Estado, a Caixa Econômica Federal e o Ministério Público Federal (MPF).

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