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Governo culpa invas�es por atraso em obras

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Três anos se passaram desde que a enchente de 2010 deixou desabrigadas milhares de famílias em 19 municípios de Alagoas. Depois de o então presidente Lula garantir menos burocracia para reerguer as cidades e viabilizar casas para os flagelados, o governo de Teotonio Vilela Filho (PSDB) criou o Programa da Reconstrução. Mas, até agora, muita gente ainda vive no improviso. Das 17.747 casas construídas, pouco mais da metade (9.815) foi concluída. A entrega delas deve ser finalizada até o próximo dia 30 de junho. Ontem, para ?comemorar? os números do Programa da Reconstrução, o vice-governador José Thomaz Nonô (DEM) reuniu a imprensa. Na conversa com os jornalistas, ele admitiu falhas e apontou dois obstáculos que seriam os principais responsáveis pela demora da conclusão dos trabalhos: as recorrentes invasões e os erros na elaboração de cadastros pelas prefeituras. Segundo Nonô, 3.578 casas prontas foram invadidas e outras 843, apesar de prontas, estão sem cadastro e por isso, não puderam ainda ser entregues às famílias vítimas das enchentes. Há ainda 924 casas inacabadas que também estão nas mãos de invasores. Outras 2.587 ainda estão sendo construídas. De acordo com o vice-governador, já foram gastos R$ 583,6 milhões. Após a entrega das 17,7 mil casas, o valor da construção de habitações subirá para R$ 727,6 milhões. ?São três anos da enchente, mas as obras só começaram seis meses depois?, contou ele, na coletiva. Nonô citou como dificuldades a doação de terrenos, o cadastro das famílias que perderam documentos e a contratação de diversas construtoras. ?São procedimentos que levam tempo?, ressaltou.

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