Política
O povo espera por respostas r�pidas
Socióloga, cientista política e professora da Ufal, Evelina Antunes demonstra simpatia pelas manifestações, mas avalia que é cedo para falar em resultados. ?O que todos estamos vendo são novas marcas ou caminhos para a expressão da vontade de muitos grupos sociais, que nem sempre frequentam os canais regulares de participação política. Elas também são uma forma de dizer que muitas instituições políticas não estão funcionando bem?. A falta de sintonia entre as demandas da sociedade e as instituições políticas promove a inquietação coletiva, segundo ela, que enxerga, a partir dos protestos, a possibilidade de outra leitura do jogo político pelos brasileiros. A socióloga diz ainda que o legado de conflitos protagonizados por movimentos sociais tradicionais formaram os atores que hoje estão nas passeatas. ?As manifestações não partiram do zero, elas trazem história. Existem movimentos sociais que reivindicam várias coisas há muitos anos?, afirma. ?Sindicalistas, militantes de partidos políticos, donas de casa, punks, grafiteiros, designers de moda, comerciantes, jornalistas, estudantes universitários e de Ensino Médio, bancários, entre outros, estão de mãos dadas, mas divididos em grupos, nas ruas e avenidas de importantes cidades brasileiras. Estamos falando de milhares de pessoas nas ruas com diferentes objetivos, mas não sem eles?, acrescenta Evelina Antunes, chamando de ?aspectos inéditos? a variedade de pautas apresentadas e os múltiplos comandos. ?Neste sentido, o que se impõe para todos os gestores públicos é o processamento de respostas rápidas?. Ela cita a revogação do aumento das passagens em várias cidades, como exemplo.