Política
Dilma prop�e cinco pactos e quer plebiscito
A presidente Dilma Rousseff propôs, ontem, a realização de um plebiscito para a instalação de uma assembleia constituinte com o propósito exclusivo de debater uma reforma política que ?amplie a participação popular e os horizontes da cidadania? e defina regras mais severas contra a corrupção. O plebiscito é o segundo de cinco pactos que Dilma propôs, na tarde de ontem, a governadores e prefeitos das capitais, com quem a presidente se reuniu após encontro com integrantes do Movimento Passe Livre ? grupo que desencadeou protestos nas ruas do país com o objetivo inicial de reduzir tarifas do transporte público. ?O Brasil está maduro para avançar e já deixou claro que não quer ficar parado onde está. Devemos também dar prioridade ao combate à corrupção, de forma ainda mais contundente do que já vem sendo feito em todas as esferas. Nesse sentido, uma iniciativa fundamental é uma nova legislação que classifique a corrupção dolosa como equivalente a crime hediondo, com penas severas, muito mais severas. As esferas administrativas, de todos os poderes da República, devem se esforçar para agilizar a implantação plena da Lei de Acesso à Informação, que dá ao governante mais instrumentos de combate à corrupção e contribui para a participação da cidadania?, disse Dilma, em sua fala aos gestores estaduais e municipais. O primeiro dos pactos foi o compromisso com a responsabilidade fiscal e controle da inflação. E os demais tratam de investimentos nas rede públicas de saúde, transporte e educação, ações que Dilma disse terem sido pautadas pelas ?vozes das ruas?. ?Meu governo está ouvindo a voz democrática, as vozes democráticas que saem e emergem das ruas e que pedem mudanças. É preciso saber escutar a voz das ruas. Só ela é capaz de nos impulsionar a andar ainda mais rápido. É preciso que todos, sem exceção, entendam esses sinais com humildade e acerto. Isso vale não apenas para nós, líderes de governos, mas igualmente para os brasileiros e brasileiras. Se aproveitarmos bem o impulso dessa nova energia política, poderemos fazer mais rápido muita coisa. Cabe a nós saber retirar desse momento mais força para fazermos mais pelo Brasil e muito mais pelos brasileiros?, concluiu a presidente.