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Collor � contra aprova��o de PEC

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No momento em que as manifestações tomam as ruas das cidades brasileiras e reivindicações, como a derrubada da PEC 37, entram na pauta da sociedade, o senador Fernando Collor (PTB) reafirma sua posição já externada em agosto de 2012. Na ocasião, em reunião da Comissão de Constituição e Justiça do Senado Federal e diante de representações nacionais do Ministério Público, Collor externou sua convicção: ?A PEC 37 é uma amputação de atribuições constitucionais inerentes à instituição?, afirmou o senador alagoano à época em relação ao projeto que já tramitava no Congresso Nacional. Por já ter considerado, há dez meses, a hipótese de retirada dos poderes investigativos do Ministério Público como uma ?amputação inaceitável e ameaçadora?, o senador alagoano ainda tomou a iniciativa de pronunciar, no dia 10 de agosto de 2012, longo discurso acerca de sua posição. Naquele momento, o discurso de Collor passou com discrição pela mídia, pois o teor da PEC 37 ainda não chamava tanto a atenção da opinião pública. Entretanto, as palavras de Fernando Collor repercutiram no meio político em razão de suas seguidas denúncias contra as atitudes do procurador-geral da República, Roberto Gurgel. SEM PERSONALISMO Em seu discurso, o senador Collor demonstrou saber separar suas convicções acerca do funcionamento das instituições de eventuais personalidades que assumem funções públicas relevantes e terminam cometendo crimes de prevaricação e ilícito administrativo. No discurso de agosto do ano passado, quando firmou posição contrária à aprovação da PEC 37, Collor deixou claro sua aversão apenas a um pequeno núcleo que ?deslustra?, como ele classificou, ?as grandes esperanças que a sociedade brasileira tem no Ministério Público como seu defensor?.

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