Política
Responsabilidade � maior, diz Juc�
O procurador-geral de Justiça, Sérgio Jucá, considera que a rejeição da PEC 37 aumenta, e muito, a responsabilidade sobre o Ministério Público. O chefe da instituição diz também defender que sejam evitados discursos ou concepções enquadrando os dois lados de entidades envolvidas na questão como ?vencedores? ou ?vencidos?. O presidente da Associação dos Delegados de Polícia de Alagoas (Adepol), Antônio Carlos Lessa, disse que o resultado da votação foi reflexo da forma distorcida como a proposta da PEC teria sido apresentada para a sociedade. Por 430 votos, foi rejeitada a Proposta de Emenda à Constituição 37/2011, que restringia as atribuições do Ministério Público em investigações. Nove deputados federais votaram a favor e houve duas abstenções. O deputado federal João Lyra (PSD) explicou que votou a favor da PEC ?por engano?. A rejeição foi um dos pontos reivindicados nas manifestações pelo país, ao longo das duas últimas semanas. ?O que primeiro temos a dizer é da felicidade do Ministério Público em todo o país. Mas temos que dizer também que não foi uma vitória do Ministério Público. A vitória foi do povo, que reverteu uma situação adversa por sua mobilização nas ruas. Na semana anterior às manifestações mais intensas, por exemplo, estávamos pessimistas?, disse Jucá. Segundo ele, o resultado aumenta a responsabilidade da instituição. ?O povo ama o Ministério Público. Quem não gosta do Ministério Público são os foras da lei?. Já o presidente da Adepol disse que a sociedade recebeu uma visão distorcida da PEC. ?A mobilização não tinha nada contra a PEC. Foi aproveitado o momento para incluí-la como reivindicação?, disse. Para ele, a proposta de emenda não era contra a atação do Ministério Público. ?O objetivo era preservar a investigação realizada pela Polícia Civil de investigações paralelas. Um exemplo: no Rio Grande do Sul chegou a haver troca de tiros porque a Polícia Civil realizava uma investigação e a P-2 [setor de inteligência, no caso, da Brigada Militar], a mesma. Em dado momento, ambos ficaram de frente e, como os militares não estavam fardados, ninguém sabia que se tratavam também de policiais?, disse. ?