Política
MCCE deve pedir hoje auditoria na d�vida
A iniciativa do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral em Alagoas (MCCE), de solicitar ao Ministério Público Estadual (MP) e ao Tribunal de Contas do Estado (TC) que façam uma auditoria na dívida pública do Estado, volta a jogar suspeitas sobre os argumentos do governo de Teotonio Vilela Filho (PSDB) a respeito dos benefícios do endividamento do Estado por meio de empréstimos. Desde 2009, a dívida pública subiu R$ 2 bilhões, ultrapassando a marca de R$ 10 bilhões. O pedido deve ser apresentado hoje ao MP. Em 7 de abril, a Gazeta revelou, em reportagem da jornalista Carla Serqueira, que desde 2009 já foram liberados para investimentos em Alagoas R$ 840 milhões, somados ao R$ 1,1 bilhão em novos empréstimos ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Banco Mundial (BID) e Banco Internacional para Reconstrução e Desenvolvimento (Bird), aprovados em novembro de 2012 pelo Legislativo. O resultado é o aumento do comprometimento do Orçamento com o pagamento da dívida. Os recursos emprestados ao Estado desde 2009 já fizeram a despesa mensal de amortização desta dívida saltar de R$ 40 milhões mensais em 2007 para uma média de R$ 65 milhões por mês. Somente de juros, os alagoanos pagam R$ 55 milhões desses recursos obtidos com o propósito de serem investidos em obras de infraestrutura e projetos do programa Alagoas Tem Pressa, que têm o objetivo de ?acelerar a reversão dos péssimos indicadores sociais e erradicar a pobreza extrema?. No último dia 12 deste mês, a Assembleia Legislativa do Estado (ALE) aprovou a alteração na lei que autorizou o empréstimo de R$ 612 milhões junto ao BNDES, em novembro de 2012. Com isso, o governador Teotonio Vilela Filho já pode utilizar os recursos para quitar dívidas de outros empréstimos, em vez de ?acelerar a reversão dos péssimos indicadores sociais e erradicar a pobreza extrema?, como era o propósito inicial da operação financeira já autorizada pelo Legislativo em novembro do ano passado.