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Plano faz um ano em AL com quase duas mil mortes

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Um ano após sua implantação em Alagoas, o programa Brasil Mais Seguro continua sendo a última tábua de salvação do governo do Estado para conter o avanço da violência em território alagoano. Conforme números oficiais, deixaram de morrer na capital, neste período, 200 pessoas ? o que representa uma redução de 20%. Mas em todo o Estado, a contagem mortal continua assustadora, já que 1.945 pessoas perderam a vida até o mês passado. Continua se matando e morrendo muito em Alagoas. Porém, os gráficos indicam uma redução pontual, que é atribuída diretamente a implantação do Brasil Mais Seguro. A chamada ?sensação de segurança?, que é uma espécie de termômetro para apontar a confiabilidade da população nas forças de segurança, ainda não foi alcançada. Isso ocorre porque o sangue ainda jorra na periferia e no interior, com variações impressionantes. Basta ver que, no último fim de semana, 20 pessoas perderam a vida de forma violenta contra nove no mesmo período da semana passada. MOTIVAÇÃO Os motivos dos crimes são os mais variados, mas conforme dados colhidos pela Delegacia de Homicídios, no caso da capital e área metropolitana, o envolvimento com o tráfico lidera as estatísticas. Talvez por isso, segundo a Ordem dos Advogados do Brasil em Alagoas (OAB/AL), os dados ainda indiquem que no Estado os números de crimes continuam elevados. Segundo o presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB, advogado Daniel Lima, foram 46 homicídios a mais que o mesmo período do ano passado, na capital, envolvendo jovens de 0 a 24 anos.

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