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Alagoas registra pior desempenho em prova

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Alagoas é o pior Estado brasileiro em aprendizado de Matemática e Português no 3º ano do Ensino Fundamental, foi o que revelou a Avaliação Brasileira do Final do Ciclo de Alfabetização (Prova ABC), realizada pela organização não governamental Todos pela Educação. No item leitura, apenas 13,7% dos alunos alagoanos apresentaram um resultado adequado, enquanto que no item referente à escrita, apenas 8,3% alcançou a média esperada. Em Matemática, o resultado foi ainda pior, apenas 7,9% dos alunos atingiram a pontuação mínima. De acordo com a diretora-executiva da ONG que organizou a pesquisa, Priscila Cruz, a prova avaliou os alunos do 3º ano porque é nesta idade que uma criança alcança plenamente a alfabetização. ?A visão de ?plenamente alfabetizada? que é apresentada na Prova ABC vai muito além do aprender a ler, mas avalia as condições necessárias para a criança ler para aprender nos anos seguintes?, explicou Priscila. A responsabilidade pelo Ensino Fundamental é dos municípios, enquanto o Estado fica com o Ensino Médio. Para a Secretaria de Educação de Maceió (Semed), esse resultado será revertido a partir da aplicação do Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa (Pnaic) que começou a ser estruturado neste ano na capital. ?Nós começamos a colocar o pacto em prática com a formação dos professores. Atualmente, temos 698 participando desse processo. Eles estão passando por uma formação diferenciada que se estenderá durante todo o ano?, disse a coordenadora de implantação do Pacto em Maceió, Isabel Araújo. Ainda segundo a coordenadora, a formação especializada dos professores da rede municipal pelo Pnaic será dividida em duas etapas. ?Este ano, o nosso foco é a Língua Portuguesa; em 2014 a formação será voltada para Matemática. Assim, aperfeiçoaremos as duas disciplinas mais críticas. Na prática, as aulas buscam formas lúdicas e envolventes para despertar o interesse dos alunos?, disse. A prova, realizada no fim de 2012, avaliou 54 mil alunos de 1.200 escolas públicas e privadas distribuídas em 600 municípios brasileiros. Metade da amostra é de alunos do 2º ano e a outra metade, do 3º, ano considerado limite para a alfabetização de acordo com o Pnaic.

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