Política
Presidente do TJ vota pela anula��o de fal�ncia
O presidente do Tribunal de Justiça de Alagoas, desembargador José Carlos Malta Marques, votou ontem, na sessão do pleno, pela nulidade do decreto de falência do Grupo João Lyra. Ele é o relator de três processos de exceção de suspeição movidos pela empresa contra o juiz Marcelo Tadeu, que integrou, temporariamente, a 3ª Câmara Cível, órgão do TJ que deliberou, em setembro do ano passado, pela falência do grupo. Dois desembargadores acompanharam o voto do relator, um votou pela manutenção do decreto de falência, até que o julgamento foi suspenso com um pedido de vistas. Washington Luiz e Klever Loureiro foram os dois desembargadores que adiantaram votos pela suspeição do magistrado. O desembargador Tutmés Airan votou divergente, não reconhecendo a suspeição de Marcelo Tadeu. O pedido de vistas ficou a cargo do desembargador James Magalhães, que antes de anunciar seu voto, preferiu estudar um pouco mais o processo. Com isso, o julgamento foi suspenso ontem e deve ser retomado na próxima sessão do pleno, terça-feira, dia 9 de julho. Advogados do Grupo João Lyra alegaram interesse pessoal do juiz Marcelo Tadeu no decreto de falência do grupo, até então presidido pelo deputado federal João Lyra (PSD). De acordo com o voto do relator, presidente do TJ, desembargador Malta Marques, entre as questões pessoais elencadas, há a informação de que o magistrado teria encaminhado para o Ministério da Justiça indícios da autoria intelectual do deputado em crimes hediondos cometidos no Estado. Em outubro do ano passado, em decisão liminar, o então presidente do TJ, desembargador Sebastião Costa, suspendeu o decreto de falência. Desde 2009, o Grupo João Lyra está em processo de recuperação financeira. Em setembro de 2012, por decisão do juiz Sóstenes Alex, interventores foram nomeados para administrar as empresas.