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MP quer dados da Defesa Civil sobre alagamentos

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As esferas federal e estadual do Ministério Público começaram ontem a levantar informações sobre as inundações ocorridas na última quarta-feira (3) nos conjuntos residenciais erguidos em Rio Largo, Murici e União dos Palmares, no âmbito do Programa da Reconstrução. Questionamentos estão sendo feitos, inicialmente, aos órgãos da Defesa Civil estadual e municipais, e suas respostas serão confrontadas com as explicações das empreiteiras, Caixa Econômica e governo estadual, para que sejam identificados os responsáveis pelos problemas que voltaram a prejudicar a vida das vítimas das enchentes de 2010. O Ministério Público Federal (MPF) em Alagoas confirmou à Gazeta, por meio de sua assessoria de comunicação, que está reunindo as informações sobre as ocorrências. Mas antecipou que nenhum procedimento investigativo havia sido aberto oficialmente até a tarde de ontem. A mesma situação ocorre no âmbito do Ministério Público Estadual (MP), onde promotores de Justiça dos municípios atingidos recorrem ao órgão de Desefa Civil local para ter acesso aos detalhes das novas áreas de risco construídas pela ineficiência do poder público. O promotor Jorge Bezerra, de Rio Largo, é um dos promotores que devem receber hoje os primeiros dados sobre as falhas dos conjuntos, para iniciar a busca pela eventual responsabilização civil e criminal, no âmbito do Judiciário do Estado de Alagoas. EMPURRA Ao contrário dos momentos de inauguração e exaltação de parcerias para a reconstrução das casas destruídas pelas enchentes, em todas as declarações dos representantes da equipe do governador Teotonio Vilela Filho (PSDB), cujo governo estadual coordenou o Programa da Reconstrução, não foi mencionado nenhuma indicação de que a responsabilidade pela gestão das obras financiadas por recursos federais seria dividida também com o Poder Executivo. Ontem, a Gazetaweb divulgou a informação de que o governo do Estado já havia sido alertado para os riscos de inundação das casas construídas em União dos Palmares. Segundo o site, a Secretaria de Estado da Infraestrutura (Seinfra) foi alertada pela Câmara de Vereadores do município sobre a existência de um riacho no mesmo terreno do conjunto. Em entrevista à TV Gazeta, o adjunto da Seinfra, Jamerson Lima, admitiu ter a informação de que a construtora Sanco Engenharia LTDA teve problemas de alagamento, durante as obras, na mesma área do Conjunto Newton Pereira, em União dos Palmares. A Seinfra divulgou que a Sanco reinicia hoje correções na drenagem do conjunto de União, com prazo de 60 dias para conclusão da obra.

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