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Efetivo da PM tem alta queda

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A Organização das Nações Unidas (ONU) aconselha que a relação ideal entre o quantitativo de policiais e de cidadãos deve ser de, no máximo, um militar para proteger cada grupo de 500 habitantes. Sendo que as condições ideais seria de um policial para 250 habitantes. Na realidade atual, em que a tropa da Polícia Militar de Alagoas é exigida ao extremo para dar conta das metas do Programa Brasil Mais Seguro, a quantidade de policiais, ou efetivo militar, continua longe desta relação ideal. E extrapola o limite máximo para a proteção dos alagoanos. A convocação de militares concursados é uma das contrapartidas do governo estadual frente aos investimentos que o governo federal tem feito em equipamentos e infraestrutura, no âmbito do Brasil Mais Seguro. Mas a promessa de convocar mil militares aprovados no concurso público do ano passado continua sendo descumprida. E se fosse cumprida hoje, somente em setembro estes novos policiais estariam aptos para ir às ruas. O resultado é a queda constante do quantitativo de policiais na proporção de mais de 300 militares por ano deixando a corporação. E a lentidão das decisões vai tornando nulo qualquer esforço no sentido de garantir um policiamento ostensivo compatível com o momento de apoio federal para as mudanças que não vêm sendo alcançadas, à altura das metas estabelecidas pelo Ministério da Justiça (MJ). E o exemplo dos prejuízos da demora da convocação de policiais militares é claro. Em abril de 2010, antes do ingresso de cerca de 600 militares da reserva técnica do concurso de 2006 da PM, o efetivo existente para o policiamento nas ruas do Estado de Alagoas, chamado de ?pronto emprego?, era de 6.613 homems e mulheres. Hoje, os dados atualizados até junho deste ano registram que temos quase mil policiais a menos nas ruas do Estado onde mais se mata no país. São 5.612 militares para pronto emprego na segurança pública do Estado, que representam a relação de um militar para proteger 556 alagoanos nas ruas, se for considerada a população de 3,120 milhões registrada pelo Censo de 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). É como se cada policial militar alagoano estivesse trabalhando por dois. Porque a relação é o dobro da situação considerada ideal pela ONU, de um militar para 250 habitantes para manter a população de Alagoas segura. E ultrapassa o limite extremo de um policial por 500 habitantes, sugerido pelas Nações Unidas. ?

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