loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
quarta-feira, 05/08/2026 | Ano | Nº 6282
Maceió, AL
24° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Política

Política

POPULARIDADE BAIXA DE DILMA N�O � CRISE ISOLADA

Ouvir
Compartilhar

A onda de protestos que se espalhou pelo país nas últimas semanas teve um efeito forte na popularidade da presidente Dilma Rousseff. Segundo pesquisa do instituto Datafolha divulgada em 29 de junho, a aprovação do governo caiu para 30% ? 27 pontos percentuais a menos do que o registrado no início das manifestações. Foi a maior queda de popularidade desde o início da gestão Dilma. O percentual de pessoas que consideram a gestão da presidente ruim ou péssima passou de 9% para 25%, segundo a pesquisa. A nota média de Dilma, numa escala de 0 a 10, caiu de 7,1 para 5,8. A mesma pesquisa revelou que a intenção de voto na presidente caiu 21 pontos em três semanas. Marina Silva, que tenta viabilizar o seu partido Rede Sustentabilidade, foi a que mais subiu: sete pontos. Aécio Neves (PSDB) ganhou três pontos e Eduardo Campos (PSB) cresceu um ponto. Nos dias 6 e 7 de junho, Dilma tinha 51% das intenções de voto e venceria a eleição presidencial no primeiro turno. Na pesquisa mais recente, ela obteve 30% e disputaria o segundo turno com Marina, que passou de 16% para 23%. Aécio cresceu de 14% para 17% e permanece em terceiro. O governador de Pernambuco, Eduardo Campos, passou de 6% para 7%. Os números da pesquisa surpreenderam aliados da presidente. Para muitos, a queda na popularidade já era esperada, mas a dimensão do tombo assustou. À boca miúda, alguns já defendem a candidatura do ex-presidente Lula para evitar o fim da era petista no governo federal. Lula, como mostram as pesquisas, continua muito bem avaliado e venceria as eleições no primeiro turno. ONDA DE PROTESTOS Petistas alagoanos ouvidos pela Gazeta, entretanto, discordam dessa avaliação. Tanto os deputados estaduais Judson Cabral e Ronaldo Medeiros, quanto o presidente do diretório estadual do PT, Joaquim Brito, lembram que as manifestações atingiram todos os governantes, não apenas a presidente Dilma. De fato, o Datafolha mostrou que governadores e prefeitos de São Paulo e Rio de Janeiro também foram afetados negativamente e tiveram queda na aprovação e aumento no índice de rejeição. Em São Paulo, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) foi um dos mais afetados, principalmente após fortes críticas quanto à atuação violenta da Polícia Militar durante os protestos.

Relacionadas