Política
Irm�o de prefeita � preso por morte de secret�rio
Passo do Camaragibe ? O delegado de Polícia Civil, Rodrigo Sarmento, revelou ontem que divergências acerca da construção, com recursos federais, de casas populares no município de Passo do Camaragibe, Litoral Norte do Estado, podem ter motivado o assassinato do secretário municipal de Agricultura, Márcio Bomfim Alves, morto a tiros, no dia 22 de maio. O desentendimento teria ocorrido entre ele e o empresário e agropecuarista Paulo Henrique Coutinho Nogueira, 43 anos, preso no último domingo, acusado do crime, juntamente com o policial militar Rubens Felisberto da Ataíde Júnior, 40, conhecido como ?Bureco?, e de Janailson da Silva Souza Júnior, 19. Segundo o delegado, as divergências entre Márcio Bomfim e Paulo Henrique começaram mesmo antes daquele ser nomeado secretário de Agricultura. Bomfim teria feito críticas à gestão da prefeita de Passo de Camaragibe, Márcia Coutinho, irmã de Paulo Henrique. Márcio Bomfim era presidente do diretório municipal do Partido da Mobilização Nacional (PMN) e suplente de vereador em Passo do Camaragibe. ?Foram feitas essas críticas e, depois de nomeado secretário, houve divergências acerca da construção de casas no município com verba federal?, declarou o delegado. Apesar de ter convicção de que o crime teve motivação política, o delegado descartou qualquer envolvimento da prefeita com o homicídio. ?Essa divergência não foi com a prefeita, foi com o Paulo Henrique. Até o presente momento, a prefeita não figura como investigada. O nome dela não figura em nenhum depoimento, em nenhuma prova colhida?, observou. Ao todo, seis mandados de busca e apreensão e três de prisão foram expedidos pelo juiz Wilamo de Omena Lopes, da Comarca de São Luís do Quitunde. Na manhã do último domingo, Paulo Henrique foi localizado em um apartamento na Ponta Verde, em Maceió; Janailson, em Passo do Camaragibe, e Bureco, em São Miguel dos Milagres. Os três vão responder por homicídio qualificado. Bureco também foi autuado em flagrante por porte irregular de arma de fogo. No carro dele, foi apreendido um revólver calibre 38, sem registro. Os três foram recolhidos ao sistema prisional da capital. Ontem, o delegado ouviu mais cinco testemunhas do caso, na Delegacia Geral de Polícia Civil, em Maceió, e deve tomar o depoimento de outras mais durante esta semana.